“Eu acho que tem duas coisas que são fundamentais no Brasil: Educação e Saúde. Com isso, a gente não brinca, a gente não partidariza, a gente monta o governo com as pessoas que têm competência, com as pessoas que têm capacidade de montar um bom governo. Porque, na Saúde, se você brincar, é morte. Na Educação, se você brincar, é um analfabeto”, disse o presimente.Sei que esse negócio de afirmar todo dia que Lulla fala besteira pode ser um tanto cansativo. O diabo é que Lulla fala besteira todo dia. Até porque ele fala todo dia. O que ele mais faz é falar.
Não há outra leitura possível. Lulla está dizendo que técnicos mesmo, segundo sua opinião ao menos, são os dois ministérios que ele citou: Saúde e Educação. Nos demais, ele “brinca”, “partidariza”, põem gente sem competência, sem “capacidade de montar um bom governo.O evento era da Educação, pasta em que será confirmado Fernando Haddad, depois de forte pressão de petistas para que ele nomeasse Marta Suplicy para o cargo. Eu sei o que tenho contra a ex-prefeita porque conheço São Paulo. Mas e o petista Lulla? A fala corresponde a uma humilhação pública. O presimente disse por que não a nomeou para essa pasta. Para alguma outra, em que ele possa “brincar” e “partidirizar”, tudo indica, ela serve...
Depois de deixar claro em que conta tem os demais ministérios, sentiu-se obrigado a arrematar, todo retórico: “(...) na Saúde, se você brincar, é morte. Na Educação, se você brincar, é um analfabeto”.
Boa! Então vamos lá:
- Na Defesa, se você brincar, morrem 154 pessoas de uma vez só, e os aeroportos param;
- Na Reforma Agrária, se você brincar, as mortes no campo duplicam;
- Na Agricultura, se você brincar, leva o setor à inadimplência;
- Na Previdência, se você brincar (e Lulla deve brincar com Carlos Luppi), quebra o país;
- Nos Transportes, se você brincar, as estradas viram um queijo suíço assassino...
A lista de “brincadeiras” do homem é gigantesca. Tem o tamanho de seu Ministério. Não custa observar que, na Saúde, ele já brincou, quando entregou a pasta a Humberto Costa.
por Rainério
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