A terceira pesquisa Ibope para o segundo turno da disputa presidencial, divulgada na noite desta quinta-feira pelo Jornal Nacional, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a vantagem de 24 pontos sobre Geraldo Alckmin (PSDB), registrada na pesquisa anterior. Ele tem 62% dos votos válidos, contra 38% do tucano. Nos votos válidos são descontados os percentuais de brancos, nulos e indecisos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 24 e 26 de outubro. A pesquisa, encomendada pela Rede Globo, foi registrada no TSE com o número 23351/2006.
Considerando-se os votos totais, Lula oscilou apenas um ponto e subiu de 57% em 20 de outubro para 58%. Alckmin também oscilou um ponto, mas negativamente. Ele caiu de 36% para 35%. Brancos e nulos se mantiveram em 3%. Indecisos subiram de 3% para 4%.
Definição
O Ibope também questionou os eleitores sobre a possibilidade de mudança de opinião até o dia das eleições. Apenas 12% disseram que ainda podem mudar seu voto. Já 86% afirmaram que a decisão é definitiva. Não opinaram 2%.
Transcrito por Jesus Fonseca
quinta-feira, outubro 26, 2006
IBOPE-CONFIRMA VANTAGEM DE 24 PONTOS
PESQUISA SENSUS-LULA AUMENTA VANTAGEM EM 26,4%

A três dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem uma vantagem de 24 pontos percentuais com relação ao seu adversário na disputa presidencial, o tucano Geraldo Alckmin. Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira indica que Lula tem 57,5% das intenções de votos, ante 33,5% de Alckmin.
Descartados os votos brancos e nulos, Lula tem 63,2% dos votos válidos, contra 36,8% do tucano, o que revela uma distância de 26,4% entre os dois candidatos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) leva em conta os votos válidos para anunciar o resultado da eleição.
Na pesquisa espontânea, Lula tem 53,9% dos votos e Alckmin, 31,4%. O diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, observou que o fato de o resultado do levantamento espontâneo e estimulado serem próximos indica consolidação dos votos de Lula. Para Guedes, a eleição está definida. "Qualquer coisa que aconteça não mudará mais o resultado da eleição. As diferenças estão se alargando", justificou.
Rejeição
O percentual de rejeição de Geraldo Alckmin sobe para 45%.
A rejeição do presidente subiu da última pesquisa realizada no primeiro turno, de 22 a 25 de setembro, para 6,3 pontos agora, mas o índice continua abaixo do considerado de risco pelos analistas. Segundo Guedes, o candidato que tem 40% ou mais de rejeição --caso de Alckmin-- está fora do jogo político.
Eleitorado
Lula tem a preferência do eleitorado nordestino (74,8%) e das regiões Norte e Centro Oeste (58,3%). Alckmin não vence hoje, segundo a Sensus, em nenhuma região, mas empata com o petista no Sul, onde ambos tem 45% das intenções de votos.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, com 2.000 pessoas das cinco regiões do país. A margem de erro é de até três pontos percentuais.
transcrito por: Jesus Fonseca
VEJA-FOGUEIRA FEITA PELOS ESTUDANTES DE FORTALEZA
Eu recebi em casa, esta semana, sem nunca ter cogitado em ser assinante do panfletoide, quatro revistas, uma em meu nome e mais três em nome de minha mulher e duas filhas! Significa o que? Há várias respostas para tal atitude da VEJA! Está desesperada, já antevendo sua derrocada, qualquer que seja o eleito ou tenta bajular suas hostes (PSDB/PFL), fazendo suas imundas propagandas contra LULA, pensando que, ao menos, poderá se salvar, em caso de sucesso. Os briosos estudantes fortalezenses deram-lhe a resposta
Jesus Fonseca
Estudantes universitários de Fortaleza fazem fogueira de revistas VEJA
A União da Juventude Socialista – UJS e o Diretório Central dos Estudantes da UFC promoveram nesta quarta um ato de protesto dentro da universidade. O alvo era a revista Veja, que teve vários de seus exemplares queimados numa grande fogueira.
Revistas viraram uma grande fogueira Sob aplausos, a última edição da revista, que traz na capa o filho de Lula, foi a primeira a ser queimada. O ato reuniu estudantes de vários cursos, entre eles estudantes do curso de Comunicação Social, que elogiaram a iniciativa e lamentaram o papel jogado hoje pelo semanário.
Segundo Edilson Cavalcante, presidente estadual da UJS, o ato expressa a indignação da juventude frente a uma revista (v)rendida aos interesses da direita. “A Veja mente e distorce os fatos, mostrando assim o seu caráter fascista e defensor das ideologias que sempre dominaram o Brasil”.
Revoltados os estudantes insistiam em afirmar que o ato também tinha como caráter o repúdio pela chegada semanal e gratuita da revista Veja em suas casas.
“Eles querem assim nos fazer engolir seu conteúdo tendencioso, nos manipular com um jornalismo antiético e que desrespeita nossa inteligência. Não queremos receber a Veja em nossas casas” afirma David Aragão, estudante do curso de letras.
Para Roberto dos Santos, diretor do DCE “este ato comprova que nenhuma tentativa de manipulação feita pelos grandes veículos de comunicação vai arrefecer a disposição da juventude de seguir com Lula para derrotar àqueles que querem vender o nosso país e que são os verdadeiros responsáveis pela corrupção. A transformação de Veja em cinzas pelos estudantes brasileiros e dentro de uma universidade nos dá a exata medida de que ninguém corrompe nossas consciências”.
Estiveram presentes ainda estudantes secundaristas e de outras universidades, o jornalista Messias Pontes e o vereador Lula Morais (PCdoB).
AS VERDADEIRAS INTENÇÕES DA "VEJA"
Bom, já que estamos falando do panfletoide intitulado de Revista VEJA, procuremos saber qual o verdadeiro objetivo “desta coisa” que desde outros “idos de março” vem procurando, com veemência em suas matérias, tornar a Nação Brasileira um grande Alaska ou mesmo um enorme Porto Rico! As decisões dos Supremos Tribunais devem ser respeitadas, afinal de contas, eles estão aonde se encontram para fazer julgamentos, bons ou maus, mas devem ser acatados! Todavia não podemos nem devemos acatar o “Roma locuta, causa finita”, mesmo porque, pressentimos ser aquela Corte composta, também, de seres humanos possuidores de todos os sentimentos de qualquer outro Ser Vivente. A decisão da Corte, portanto, não exime o panfletoide de seus pecados. Oxalá, fossem apenas veniais!
A oração, linhas acima,"Roma locuta, causa finita é uma expressão latina que se traduz, mais ou menos, assim: Roma falou, está falado ou ainda: Roma falou, acabou-se a questão!
Eu, como Nordestino, possuidor de auto estima e orgulhoso do Torrão que me viu nascer, não tenho apetite para ouvir calado e comungar de tamanha disfarçatez que parte destas "coisas abjetas"!
Transcrevo, abaixo, uma matéria que me foi enviada por nossa conterrânea, Amadelia Lopes, de autoria de Altamiro Borges, jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi).
Leiam, atentamente, esta matéria, e observe o porquê da ojeriza da VEJA contra o Governo do Povo, o Governo que não deu certo para suas pretensões e de seus sequazes!
Jesus Fonseca,
Racistas controlam a revista Veja
Por: Altamiro Borges
- Na sua penúltima edição, a revista Veja estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro". O intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente. A edição não destoava de tantas outras, nas quais esta publicação da Editora Abril assume abertamente o papel de palanque da oposição de direita e destina veneno de nítido conteúdo fascistóide.
Agora, o escritor Renato Pompeu dá novos elementos que apimentam a discussão sobre a linha editorial racista desta revista. No artigo "A Abril e o apartheid", publicado na revista Caros Amigos que está nas bancas, ele informa que "o grupo de mídia sul-africano Naspers adquiriu 30% do capital acionário da Editora Abril, que detém 54% do mercado brasileiro de revistas e 58% das rendas de anúncios em revistas no país. Para tanto, pagou 422 milhões de dólares. A notícia é de maio e foi publicada nos principais órgãos da mídia grande do Brasil. Mas não foi dada a devida atenção ao fato de a Naspers ter sido um dos esteios do regime do apartheid na África do Sul e ter prosperado com a segregação racial".
Líderes da segregação racial
A Naspers tem sua origem em 1915, quando surgiu com o nome de Nasionale Pers, um grupo nacionalista africâner (a denominação dos sul-africanos de origem holandesa, também conhecidos como bôeres, que foram derrotados pela Grã-Bretanha na guerra que terminou em 1902). Este agrupamento lançou o jornal diário Die Burger, que até hoje é líder de mercado no país. Durante décadas, o grupo, que passou a editar revistas e livros, esteve estreitamente vinculado ao Partido Nacional, a organização partidária das elites africâneres que legalizou o detestável e criminoso regime do apartheid no pós-Segunda Guerra Mundial.
Como relata Renato Pompeu, "dos quadros da Naspers saíram os três primeiros-ministros do apartheid". O primeiro diretor do Die Burger foi D.F. Malan, que comandou o governo da África do Sul de 1948 a 1954 e lançou as bases legais da segregação racial. Já os líderes do Partido Nacional H.F. Verwoerd e P.W. Botha participaram do Conselho de Administração da Naspers. Verwoerd, que quando estudante na Alemanha teve ligações com os nazistas, consolidou o regime do apartheid, a que deu feição definitiva em seu governo, iniciado em 1958. Durante a sua gestão ocorreram o massacre de Sharpeville, a proibição do Congresso Nacional Africano (que hoje governa o país) e a prolongada condenação de Nelson Mandela.
Já P. Botha sustentou o apartheid como primeiro-ministro, de 1978 a 1984, e depois como presidente, até 1989.
"Ele argumentava, junto ao governo dos Estados Unidos, que o apartheid era necessário para conter o comunismo em Angola e Moçambique, países vizinhos. Reforçou militarmente a África do Sul e pediu a colaboração de Israel para desenvolver a bomba atômica. Ordenou a intervenção de forças especiais sul-africanas na Namíbia e em Angola". Durante seu longo governo, a resistência negra na África do Sul, que cresceu, adquiriu maior radicalidade e conquistou a solidariedade internacional, foi cruelmente reprimida - como tão bem retrata o filme "Um grito de liberdade", do diretor inglês Richard Attenborough (1987).
Os tentáculos do apartheid
Renato Pompeu não perdoa a papel nefasto da Naspers. "Com a ajuda dos governos do apartheid, dos quais suas publicação foram porta-vozes oficiosos, ela evoluiu para se tornar o maior conglomerado da mídia imprensa e eletrônica da África, onde atua em dezenas de países, tendo estendido também as suas atividades para nações como Hungria, Grécia, Índia, China e, agora, para o Brasil. Em setembro de 1997, um total de 127 jornalistas da Naspers pediu desculpas em público pela sua atuação durante o apartheid, em documento dirigido à Comissão da Verdade e da Reconciliação, encabeçada pelo arcebispo Desmond Tutu. Mas se tratava de empregados, embora alguns tivessem cargos de direção de jornais e revistas. A própria Naspers, entretanto, jamais pediu perdão por suas ligações com o apartheid".
Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em 31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers adquiriu em maio último todas as ações da empresa ianque, por US$ 177 milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159 milhões em papéis lançados pela Abril. "Com isso, a Naspers ficou com 30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a maior parte das dividas da editora". Isto comprova que o poder deste conglomerado, que cresceu com a segregação racial, é hoje enorme e assustador na mídia brasileira.
Os interesses alienígenas
Mas as relações alienígenas da revista Veja não são recentes nem se dão apenas com os racistas da África do Sul. Até recentemente, ela sofria forte influência na sua linha editorial das corporações dos EUA. A Capital International, terceiro maior grupo gestor de fundos de investimentos desta potência imperialista, tinha dois prepostos no Conselho de Administração do Grupo Abril - Willian Parker e Guilherme Lins. Em julho de 2004, esta agência de especulação financeira havia adquirido 13,8% das ações da Abril, numa operação viabilizada por uma emenda constitucional sancionada por FHC em 2002.
A Editora Abril também têm vínculos com a Cisneros Group, holding controlada por Gustavo Cisneros, um dos principais mentores do frustrado golpe midiático contra o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. O inimigo declarado do líder venezuelano é proprietário de um império que congrega 75 empresas no setor da mídia, espalhadas pela América do Sul, EUA, Canadá, Espanha e Portugal. Segundo Gustavo Barreto, pesquisador da UFRJ, as primeiras parcerias da Abril com Cisneros datam de 1995 em torno das transmissões via satélites. O grupo também é sócio da DirecTV, que já teve presença acionária da Abril. Desde 2000, os dois grupos se tornaram sócios na empresa resultante da fusão entre AOL e Time Warner.
Ainda segundo Gustavo Barreto, "a Editora Abril possui relações com instituições financeiras como o Banco Safra e a norte-americana JP Morgan - a mesma que calcula o chamado ‘risco-país’, índice que designa o risco que os investidores correm quando investem no Brasil. Em outras palavras, ela expressa a percepção do investidor estrangeiro sobre a capacidade deste país ‘honrar’ os seus compromissos. Estas e outras instituições financeiras de peso são os debenturistas - detentores das debêntures (títulos da dívida) - da Editora Abril e de seu principal produto jornalístico. Em suma, responsáveis pela reestruturação da editora que publica a revista com linha editorial fortemente pró-mercado e anti-movimentos sociais".
Um ninho de tucanos
Além de ser controlada por grupos estrangeiros, a Veja mantém relações estreitas com o PSDB, que é o núcleo orgânico do capital rentista, e com o PFL, que representa a velha oligarquia conservadora. Emílio Carazzai, por exemplo, que hoje exerce a função de vice-presidente de Finanças do Grupo Abril, foi presidente da Caixa Econômica Federal no governo FHC. Outra tucana influente na família Civita, dona do Grupo Abril, é Claudia Costin, ministra de FHC responsável pela demissão de servidores públicos, ex-secretária de Cultura no governo de Geraldo Alckmin e atual vice-presidente da Fundação Victor Civita.
Não é para menos que a Editora Abril sempre privilegiou os políticos tucanos. Afora os possíveis apoios "não contabilizados", que só uma rigorosa auditoria da Justiça Eleitoral poderia provar, nas eleições de 2002, ela doou R$ 50,7 mil a dois candidatos do PSDB. O deputado federal Alberto Goldman, hoje um vestal da ética, recebeu R$ 34,9 mil da influente família; já o deputado Aloysio Nunes, ex-ministro de FHC, foi agraciado com R$ 15,8 mil. Ela também depositou R$ 303 mil na conta da DNA Propaganda, a famosa empresa de Marcos Valério que inaugurou um ilícito esquema de financiamento eleitoral para Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB. Estes e outros "segredinhos" da Editora Abril ajudam a entender a linha editorial racista da revista Veja e a sua postura de opositora radical do governo Lula.
TSE nega direito de resposta contra Veja
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por quatro votos a três, decidiram não conceder o direito de resposta contra a revista Veja para a coligação "A Força do Povo" (PT-PRB-PCdoB), seu candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT). O pedido foi solicitado na última quarta-feira (18/10) por causa da reportagem de capa "Dossiêgate - Limpeza de Alto Risco".
Segundo o TSE, prevalece o artigo 220 da Constituição Federal: "A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição". Na ação, os advogados de acusação alegavam que a matéria seria "caluniosa, difamatória, injuriosa e inverídica". A acusação também afirmava que o texto era baseado em afirmações precipitadas, respaldas em fontes anônimas e criminosas.
Opiniões divergentes
Em seu voto, o ministro Joaquim Barbosa afirmou que lia e assinava diversos veículos de mídia do mundo, mas jamais viu uma posição política tão óbvia. “Posso dizer que nunca assisti a veículo desse porte ter um engajamento tão nítido, tão aberto como se verificou no caso desse veículo".
Porém para o ministro Carlos Ayres Britto, a reportagem deixa claro o que são apenas suposições. "Tudo foi colocado no modo condicional do verbo, sob forma de hipotetização", ressaltou.
A censura a Arnaldo Jabor
Logo de início uma consideração: a questão de concordar ou discordar do colunista Arnaldo Jabor não faz parte do escopo deste texto. Este artigo não consiste em uma defesa do que foi dito por Jabor. Independente de concordar, ou não, com o que ele diz, trata-se de defender o direito de ele poder dizer – que é o direito de todos poderem dizer. Este artigo não trata de concordância ou de discordância, mas tão somente do princípio democrático que deve ser constitutivo de uma sociedade aberta.
Alguns certamente sabem, muitos talvez ainda desconheçam: no dia 12 de outubro, um ministro do TSE ordenou que a Rádio CBN retirasse de sua página na internet a coluna de Arnaldo Jabor datada de dois dias antes. Convém ressaltar uma passagem da sentença do juiz: "O comentário impugnado na petição inicial pode ter contrariado a legislação eleitoral. Como medida de natureza cautelar, determino liminarmente sua retirada da página da Representada na rede mundial de computadores e de todas as suas afiliadas".
Assim, a partir do cumprimento da decisão judicial, pode-se entrar na página da rádio e encontrar outras colunas de Jabor de outros dias, mas não há nada no dia 10. Cabe assinalar o trecho – da coluna – que supostamente teria provocado a suspensão da coluna:
Amigos ouvintes, o debate de domingo serviu para vermos dois lados do Brasil. De um lado, a busca de um "choque de capitalismo". De outro, um choque de socialismo deformado num populismo estadista, num getulismo tardio. De um lado, São Paulo e a complexa experiência de um estado industrializado, rico e privatista. De outro, a voz dos grotões, onde o Estado ainda é o provedor dos vassalos famintos. De um lado, a teimosa demanda do Alckmin pelo concreto da administração pública, e do outro, o Lula, apelando para pretextos utópicos, preferindo rolar na retórica de símbolo (...)".
O silêncio de Arnaldo Jabor – imposto pelo ministro do TSE – é escandaloso. A coluna foi, liminarmente, censurada. Opinião foi censurada, aparentemente a pretexto de uma confusão entre opinião e propaganda. Várias colunas de vários colunistas emitiram opiniões. Essa coluna foi censurada – e liminarmente.
Caráter autoritário
Há outro silêncio, além do de Jabor. O juiz, ao considerar o comentário veiculado, não sabe dizer se ele próprio, juiz, acha que o texto infringiu ou não a legislação – "pode ter infringido", diz. Além da legislação e do comentário em questão, o que mais precisa o juiz para conseguir fazer sua própria opinião legal ir além do "pode ter"? Por que a dúvida? E além disso: a decisão é explicada pela possibilidade de se ter infringido a lei, porém não apresenta a justificativa para essa possibilidade. Por que a decisão de suspender a coluna? Porque pode ter infringido a lei – eis a explicação. Mas por que pode ter infringido? Silêncio – não houve justificativa.
Sem sequer justificar por que o texto do colunista "pode ter infringido a legislação eleitoral", não faltou transparência? Explicou a decisão (com um "pode ter"), mas não a justificou. Sem a justificativa da explicação, "pode ter" havido arbítrio na decisão. O silêncio quanto à justificativa "pode ter" sido eloqüente a respeito da medida e da índole. A suspensão foi liminar – em mais de um sentido.
Por sua vez, o silêncio de grande parte da imprensa a esse respeito é uma omissão escandalosa (exceção feita, convém ressaltar desde já, a Dora Kramer). Em muitos órgãos de imprensa o assunto simplesmente não foi tratado; porém, outras decisões tomadas pela Justiça com base na lei eleitoral já mereceram matérias e comentários de vários jornalistas. No Estado de S. Paulo não houve matéria jornalística sobre a suspensão: a informação foi passada aos seus leitores apenas através dos comentários de Dora Kramer, que, em sua coluna do dia 15 p.p., assinalou o caráter autoritário da decisão.
Censura togada
Assim, mesmo o jornal que mantém tanto a coluna de Dora Kramer quanto a do comentador suspenso na página da rádio não tratou do assunto em matéria jornalística. Cabe assinalar ainda: o texto da coluna suspensa na página da rádio era – exceto pelo cumprimento inicial aos ouvintes – idêntico ao que tinha sido publicado pelo jornal no mesmo dia 12; o jornal pelo menos manteve, sem alarde, a coluna em sua própria página na internet, de maneira que os usuários podiam continuar acessando a coluna suspensa na outra página, a da rádio.
E, ainda, o silêncio, a respeito da suspensão de Jabor, por parte de muitos daqueles que se intitulam defensores da democracia – e que costumeiramente apontam o dedo com rapidez para censuras e tentativas tais – é escandalosamente significativo. Neste sentido, cabe comparar: há uns poucos anos, aproximadamente nesta mesma época do ano, um programa apresentado na televisão forjou uma falsa matéria contendo entrevista com supostos participantes de uma facção criminosa – na verdade, soube-se depois, tratava-se de atores contratados pelo programa para simularem a entrevista, que foi apresentada como verdadeira. Ao longo dos dias seguintes, a falsa reportagem foi tratada por vários órgãos de imprensa, e acabou-se por descobrir o embuste: até a descoberta da fraude, a falsa reportagem agrediu e chocou pela rudeza, sobretudo das ameaças, tomadas a sério, a várias pessoas públicas; após a descoberta, o caso agrediu pela grosseria de seus realizadores. [Ver os debates sobre o tema nas edições de setembro de 2003 do OI – Edições anteriores]
Cerca de duas semanas depois da exibição da matéria, o programa foi suspenso por uma juíza. Surgiu uma polêmica que adquiriu força: muitas pessoas se expressaram concordando com a suspensão do programa como uma punição adequada; entretanto, muitos comentadores avaliaram a suspensão como uma forma de censura – "censura togada" foi a expressão usada na época por alguns destes comentadores. Ante a polêmica, chegou-se a apelar para o pretenso argumento de autoridade moral do tipo "eu sei que isso é censura porque eu vivi (sofri) a censura na época da ditadura militar", procurando-se assim desqualificar liminarmente os argumentos racionalistas usados pelos que assinalavam a razoabilidade de se suspender o programa, enfim, por quem considerava que a decisão tomada pela juíza não tinha sido censura (mesmo porque a matéria não foi proibida de ir ao ar).
Que se expliquem
Uma promotora de Justiça do Estado de São Paulo – que defendeu a suspensão e argumentou racionalmente não se tratar de censura, mas de punição dentro da legalidade – foi duramente criticada por aqueles comentadores. Esses mesmos comentadores, que foram contra a suspensão do programa, defendiam que o canal de televisão que apresentava o programa fosse cassado: segundo esse raciocínio, suspender o programa por um dia, devido à falsa reportagem, deveria ser considerado censura, enquanto cassar o canal de maneira definitiva pelo mesmo motivo seria, pretensamente, democrático (a justificativa deles seria decorrente da interpretação que eles faziam da Constituição).
Onde estão esses comentadores para, agora, falarem da suspensão da coluna de Arnaldo Jabor na página da rádio? Não são mais os mesmos? Não interpretam mais a Constituição e a democracia da mesma maneira? Foram contundentes ao atacarem a suspensão de um programa que dolosamente forjou e veiculou uma falsa matéria jornalística (contendo ameaças de morte), mas agora não apresentam uma pequena parcela da mesma contundência para também tratarem da suspensão de quem trabalha fazendo comentários jornalísticos.
Se para acusarem a juíza de censora togada souberam ser estridentes, usando fogos de artifício verbais fortemente acusadores em relação à juíza e aos que discordavam deles, agora deveriam se pronunciar – se desta vez não mais para acusar a suspensão, então para defenderem a atitude do TSE e para explicarem por que desta vez acharam que não se trata de censura, esclarecendo, afinal, por que não são mais os mesmos que um dia foram.
quarta-feira, outubro 25, 2006
Tucano admite derrota e culpa marqueteiros
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
Faltando três dias para o segundo turno das eleições e com a pesquisa Datafolha apontando 21 pontos de vantagem para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) já admite uma derrota de Geraldo Alckmin e tenta achar culpados para o desempenho do tucano. Em sua opinião, um dos pontos que mais pesou contra o ex-governador de São Paulo foram os programas eleitorais.
"O programa de Alckmin é claramente inferior ao de Lula", admitiu o senador. Para ele, em um país tão grande como o Brasil e com os novos termos da campanha, sem showmícios, por exemplo, os programas eleitorais fazem toda a diferença. "O programa tem que ser criativo, inovar todos os dias. Mostrar emoção e indignação. Não pode falar de crise lendo um teleprompter", afirmou.
Apesar das críticas, Álvaro Dias admitiu que agora não há mais tempo de fazer alteração que mude a opinião do eleitor. O senador afirmou também que teve diversos encontros com os marqueteiros responsáveis pela camapanha - encabeçada pela empresa GW, de São Paulo - propondo as mudanças. "Mas os marqueteiros se consideram muito acima dos candidatos", criticou.
Transcrito por: Jesus Fonseca
Lições de um "analfabeto"
Lições de um "analfabeto"
Reproduzimos um artigo do jornalista Blanchard Girão publicado no jornal O Estado de hoje (18/10):
Nordestino, pau-de-arara, operário analfabeto - são alguns dos apodos afrontosamente assacados pela elite preconceituosa brasileira contra o atual Presidente da República, Lula da Silva, favorito à reeleição.
O fato de não possuir diploma de nível superior coloca Lula no índex de uma sociedade que ainda vive sob o falso brilho do bacharelismo, sem se aperceber de que saem das faculdades montões de "doutores" que agridem a cada passo a língua pátria.
Lula, porém, há positivado um elevado nível intelectual, de tirocínio e de experiência, amparado no qual logrou realizar, em menos de quatro anos, um governo que colocou o País numa situação de ordem, tranqüilidade e estabilidade econômico-financeira, vencendo o caos que herdou do sociólogo e poliglota que o antecedeu.
Não por acaso, Lula é hoje uma das mais representativas lideranças dos países emergentes, como a ONU recentemente reconheceu e o homenageou.
Uma pequena mostra do valor deste nordestino invulgar colhemos, há pouco, na Internet, onde foi publicado um discurso, pronunciado por ele, de improviso, em Belo Horizonte, no dia 26 de setembro passado.
Eis o que falou o "analfabeto", uma autêntica aula de civismo de amor ao Brasil e de identificação com o seu povo. São de Lula estas palavras realmente emocionantes:
"Lula não é Lula; é uma parte do povo deste País, que adquiriu consciência política. É por isso que eu não caio. Porque eu não sou sozinho. Na hora em que tirarem as minhas pernas, eu vou andar pelas pernas de vocês; na hora em que tirarem os meus braços, eu vou gesticular pelos braços de vocês; na hora em que tirarem meu coração, eu vou amar pelo coração de vocês. E na hora em que tirarem a minha cabeça, eu vou pensar pela cabeça de vocês. Eles deveriam ter aprendido com Tiradentes. Não basta matar; não basta esquartejar, não basta salgar a carne e pendurar no poste. Porque a carne você mata e ela apodrece, mas as idéias estão perambulando pelas brisas deste País, querendo liberdade, querendo direito, e isso nós temos de sobra para dar".
São desabafos como este que fazem de Lula o grande líder do povo brasileiro, que o consagrará para mais quatro anos de mandato.
Blanchard Girão é jornalista
"Choque de gestão" causa déficit e paralisia
Nº 70 - noite - 24/10/2006
Comício de Lula em Timon-MA , 24/10 (Foto: R. Stuckert)
Em pauta
"Choque de gestão" causa déficit e paralisia
Lula perguntou, Alckmin negaceou.
Mas deu na Folha de S.Paulo: o governo paulista reduziu em até 80% os investimentos em projetos de infra-estrutura e paralisou várias obras.
A matéria revela os efeitos do "choque de gestão" que o candidato tucano queria implantar no país.
Segundo a reportagem, "algumas das principais obras e projetos de infra-estrutura de transporte de São Paulo tiveram seu ritmo reduzido drasticamente ou foram até paralisadas pelo governo de Cláudio Lembro (PFL), que conta os dias para terminar o seu mandato... Os atrasos ou as interrupções dos investimentos... foram intensificados nos últimos meses e envolvem de rodovias do interior à expansão da rede sobre trilho da Grande São Paulo, do Rodoanel ao recapeamento das marginais Pinheiros e Tietê".
Ainda de acordo com o texto, "na metade do ano, Lembo enviou ofício a todos os secretários vetando novos investimentos e determinando 'redobrada atenção' e 'rigorosa austeridade nos gastos públicos'... Das obras em curso de recuperação ou ampliação de estradas, a Folha apurou que a redução do ritmo em diversos casos é de 80%".
Cadê o "gerente eficiente"?
Durante muito tempo, além de proteger a figura do ex-governador Geraldo Alckmin, grande parte da mídia difundiu a o mito de que ele seria um exemplo de "administrador competente" e de "gerente eficiente".
Os fatos negam esta pretensa qualidade:
1. Caos na segurança
As três recentes ondas de violência urbana no Estado, que causaram a morte de quase 200 pessoas e a destruição de inúmeros bens públicos e privados.
2. Abandono da educação
A educação pública sofreu brutal regressão. O ensino médio hoje atende 25% da demanda de jovens entre 15 e 19 anos; de 1999 a 2005, as matrículas baixaram de 1.720.174 para 1.636.526; a taxa de reprovação pulou de 3,6% para 15,6%; e a evasão escolar já atinge a marca recorde de 7% ao ano.
Como forma de maquiar este desastre, o governo inventou a "progressão continuada", espécie de aprovação automática. Devido a esta maquiagem, há casos de estudantes analfabetos frequentando a quarta série.
O analfabetismo atinge 6,6% da população e há mais cinco milhões de analfabetos funcionais (18% dos paulistas acima de 15 anos).
3. Mercantilização da saúde
O PSDB entregou vários hospitais públicos à iniciativa privada, sob a camuflagem das tais Organizações Sociais de Saúde (OSS).
Elas administram os hospitais através dos contratos de terceirização, sem licitação ou controle do Tribunal de Contas.
Atualmente, já são 18 hospitais, três ambulatórios de especialidades e um centro de referência para idosos entregues para a iniciativa privada.
Além disso, o governo Alckmin cortou 170 mil cargos funcionais na área da saúde entre 1994 e 2006.
4. Pedágios caríssimos
Estudo do Ipea revelou que, entre 1995 e 2005, as tarifas cobradas nos pedágios paulistas subiram em até 716%.
O governo Alckmin privatizou as melhores estradas - com pistas duplas, canteiros centrais e situadas nas regiões mais ricas - e deixou as piores com o Estado.
As 12 concessionárias presenteadas pelo PSDB exploram apenas 3,5 mil quilômetros (16% da malha rodoviária), que constituem o filé mignon do setor.
Após a privatização, o número de pedágios disparou.
Em 1995, havia 11 pedágios; hoje, são 153 - sendo que apenas 14 estão sob controle estatal.
Na Rodovia dos Imigrantes, que tem apenas 58,5 quilômetros ligando capital ao litoral e possui um movimento anual superior a 30 milhões de veículos, a concessionária Ecovias cobra R$ 14,80 por automóvel.
5. Privatizações danosas
Desde a criação do Programa Estadual de Desestatização (PED), em julho de 1996, setores estratégicos da economia paulista foram "vendidos" a monopólios privados por preços irrisórios.
Sob a batuta de Geraldo Alckmin, presidente do PED, foram privatizadas entre outras a Eletropaulo, CPFL, Elektro, Cesp, Comgás, Ceagesp.
A alienação deste patrimônio rendeu R$ 35,6 bilhões.
Fepasa e Banespa foram federalizados antes de serem privatizados.
Os danos à economia foram brutais.
No caso do Banespa, ele possuía ativos de R$ 29 bilhões e patrimônio de R$ 11 bilhões. Mas foi "vendido" ao Santander por apenas R$ 7,05 bilhões.
6. Estado endividado
Todo este processo de desmonte foi feito sob o pretexto de que era preciso dar um choque de gestão para sanar a dívida pública.
Mas a situação financeira do Estado só piorou.
Os R$ 35 bilhões obtidos nas privatizações serviram para pagar juros. A dívida publica pulou de R$ 34 bilhões no início do governo tucano, em janeiro de 1995, para R$ 123 bilhões em março passado.
7. Apagão na energia
O desmonte do Estado teve efeitos devastadores na infra-estrutura, em especial no setor de energia.
Numa primeira fase, o governo fatiou as três estatais existentes, Eletropaulo, Cesp e CPFL, em onze empresas de geração, distribuição e transmissão de energia.
Na segunda, promoveu o leilão das empresas fragilizadas.
Essa política resultou nos famosos apagões entre junho de 2001 e fevereiro de 2002.
Os governos tucanos destruíram o sistema de energia construído desde os anos 50 e que havia alavancado a industrialização.
"Moeda podre", como o Certificado de Ativos, foi usada nos leilões.
Com a privatização, piorou a qualidade dos serviços.
No caso da CPFL, antes do leilão ela possuía 200 postos de atendimento no Estado; três anos depois, em 2000, eram apenas 30.
Notas
Tucanos tentaram até mudar o nome da Petrobras
Alckmin se esforça para negar, como fez no debate desta segunda-feira na Record, mas a Petrobras só escapou da privatização tucana por causa da intensa mobilização da sociedade civil, durante o governo FHC.
Um dos episódios mais nebulosos desta tentativa de crime de lesa-pátria foi a jogada milionária montada pelos tucanos-pefelistas para mudar o nome comercial da Petrobras para Petrobrax. Era o início formal do processo de privataria do maior patrimônio público brasileiro.
A mudança do nome, que custaria mais de R$ 50 milhões, foi anunciada no final de 2000 e abortada logo em seguida, diante dos intensos protestos da sociedade civil.
Mesmo assim, foram pagos R$ 2,7 milhões para a agência de publicidade encarregada de fazer os estudos de implantação da nova marca. A natureza real destes gastos nunca foi explicada.
O então presidente da Petrobras, Henri-Philippe Reichstul, justificou a mudança do nome: "Queremos acabar com a imagem de empresa-dinossauro". Imagem de ineficiência que havia sido criada por eles.
A terceirização de setores vitais da empresa, a falta de contratações e de reqüalificação dos funcionários e os cortes em investimentos ameaçaram perigosamente a capacidade técnica da Petrobras durante a gestão tucana.
Assim que assumiu o governo, ainda no início de 1995, o tucanato já havia criado as pré-condições jurídicas para privatizar a Petrobras, com o envio ao Congresso do emendão que permitiu a queda do monopólio estatal do petróleo.
Estatal pode ser eficiente e lucrativa
O Governo Lula transformou a Petrobras em uma das empresas mais eficientes e lucrativas do País.
O processo de privatização foi estancado e a Petrobras realizou algumas das maiores conquistas de toda a sua história.
O volume de investimentos da empresa superou a casa dos R$ 68 bilhões e bateu todos os recordes históricos. O Brasil conseguiu finalmente a auto-suficiência em petróleo. E hoje investe pesado também em energias alternativas como o biodiesel.
O governo Lula mostrou que a Petrobras é uma empresa altamente eficiente, administrável pelo poder público, rentável e capaz de produzir recursos, empregos e tecnologia.
"Estou com Lula e não abro"
Celso Antonio Bandeira de Mello*
"O verdadeiro confronto (entre Lula e Alckmin) é, na verdade, simplesmente, o confronto entre duas concepções político administrativas. A imprensa, baseada nas pesquisas, anota que uma das candidaturas conta com maior apoio entre os mais instruídos. Se, na ultima hora, estes quiserem guiar-se pela racionalidade, como seria natural, haveriam de perguntar-se pelos resultados obtidos na condução do País pela ação de uma e de outra linha política. Basta cotejar os sucessivos governos."
"No último ano do governo neoliberal (de FHC), a inflação foi de 12,3%. No mês de agosto de 2006 reduziu-se a 3,84%. As reservas internacionais eram de US$ 37,8 bilhões; agora, em setembro deste ano, atingiram US$ 73.4 bilhões. A dívida com o FMI era de US$ 14,7 bilhões e com o Clube de Paris de US$ 5 bilhões. Hoje é de 0 dólar em ambos os casos; o risco-país caiu dos 1.529 pontos, no governo FHC, para 222 em 31 de agosto de 2.006."
"Em três anos, as exportações passaram de 60 para 120 bilhões e o saldo comercial, antes negativo em mais de US$ 8 bilhões, passou a mais de US$ 100 bilhões positivos. O salário mínimo que equivalia a 55 dólares passou a corresponder a 152 dólares, o que explica os dados sociais favoráveis que foram divulgados pela imprensa. O desemprego, de 12,2% caiu para 9,6%. Foram gerados mais de 4 milhões de empregos com carteira assinada, com média anual de 1,14 milhão contra 700 mil no governo anterior, ou seja, média anual de 87.500 . Entre 2002 e 2004, os 20% mais pobres da população tiveram um aumento de renda de 33% : cerca de 10% ao ano."
"Estes são alguns dados que podem ser colhidos entre um número imenso de indicadores representativos de acentuada melhoria tanto na esfera econômica quanto na social. Uma comparação fria entre ambos os períodos é altamente vantajosa para este último. Eis porque, com o devido respeito pelos que pensam de maneira diversa, creio poder dizer, apoiado em razões sólidas e despojado de preconceitos: estou com Lula e não abro."
(*) Celso Antonio Bandeira de Mello é titular e livre-docente em Direito Administrativo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
QUEM É DIOGO MAINARDI?


O panfletoide mal intitulado de Revista VEJA perdeu a credibilidade perante a população brasileira! Tem tanto crédito quanto Arnaldo Jabor, amante das paróquias de Santa Edwiges, mas proibido de freqüentá-las por querer enrolar a Protetora de quem tem problemas de ordem financeira. A Editora Abril, até 2003, era a Exclusiva na edição dos livros para o MEC. O Governo Federal tirou esta exclusividade, distribuindo o trabalho de edição com outras Editoras. A partir daí, então, A Abril iniciou um campanha sórdida contra o Governo e encontrou, na pessoa de Diogo Mainardi, o artífice para vomitar seu ódio, sua injúria, contra quem lhe tirou o “peito gordo” que lhe fora dado, anteriormente. Segundo a Psicologia, a oligofrenia tem três segmentos ou coeficientes de inteligência, nesta ordem: Imbecil, Cretino e Idiota. Mainardi, como aprendeu a escrever, embora mal, ganha o primeiro segmento da escala, sem contar que é um entreguista de primeiríssima linha. Está cansado, aliás, não se cansou, ainda, de detratar os seus compatriotas, para ele, o que é ruim para Os Estados Unidos, é ótimo para o Brasil. Veja (de o verbo ver, não o panfleto), não sou eu a rezar esta oração! A matéria, que se segue, é uma, de tantas outras, que relatam quem é este Diogo Mainardi.
À esquerda vemos Diogo Mainardi, nos dias de hoje.
Jesus Fonseca
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Diogo Mainardi mistura erros de português com insultos ao Brasil e aos brasileiros
Fernando Jorge, de São Paulo
Na edição 1921, de 7 de setembro de 2005 da revista Veja, apareceu este tremendo erro de concordância na coluna do Diogo Mainardi:
"O resultado foram a perda do controle do Congresso e a eleição de Severino Cavalcanti."
Nesta frase do Dioguinho o verbo ir não deve ficar no pretérito-mais-que-perfeito do Indicativo, e sim na terceira pessoa do pretérito do mesmo verbo: foi. É claro, o Dioguinho se refere apenas a um e não a vários resultados. Já anotei dezenas desses erros nos seus textos. Portanto, ele está "ensinando" os leitores da Veja a falar e a escrever de forma errada.
Os erros gramaticais se multiplicam nos textos do Mainardi. Abri ao acaso o seu livro Polígono das secas, publicado em 1995 pela Companhia das Letras, e logo achei este erro na página 49:
"Piquet Carneiro conta a história de sua metamorfose, que Deus Todo-Misericordioso inflingira-lhe..."
Memorize uma regra, Dioguinho. A conjunção que atrai o pronome lhe, como se vê nesta frase do grande escritor português Almeida Garrett:
"Parece que a natureza inteira lhe estava dando uma festa."
Vamos corrigir a frase do Dioguinho:
"... que Deus Todo-Misericordioso lhe inflingira..."
Incrível, na página 90 do Polígono das secas, o Dioguinho ataca o nordestino, o sertanejo, dizendo que este "não aprende nada, não entende nada, não vale nada". Cuidado, Dioguinho, cuidado, após ter lido este insulto, um nordestino poderá enfiar uma peixeira na sua barriga!
* * *
Mainardi não conhece os tempos dos verbos. Ele escreveu isto na sua coluna da edição do dia 13 de julho de 2005 da Veja:
"Sai, Lula, sai. Sai rápido daí."
Ora, sai é a terceira pessoa do presente do Indicativo do verbo sair:
Eu saio
Tu sais
Ele sai
E a primeira pessoa do imperativo presente do referido verbo é esta:
Sai tu
É fácil deduzir que o Dioguinho, em vez do sai, pois ele não empregou o tratamento tu e sim o você, devia ter usado a terceira pessoa do presente do Subjuntivo:
Que eu saia
Que tu saias
Que ele (ou você) saia
A sua frase ficaria assim, se ele pudesse escrevê-la corretamente:
"Saia, Lula, saia. Saia rápido daí."
* * *
Na edição do dia 6 de julho de 2005 da Veja, o Dioguinho xinga o Brasil e os brasileiros, no seu texto "Um país detestável":
"Michel Houllebecq, em Partículas Elementares, definiu o Brasil como uma porcaria de país... Houellebecq tem razão sobre o Brasil. A gente é uma porcaria... A gente é corrupto."
Insultos ao nosso país e a nós, misturados com erros de português. Eis a principal característica dos comentários do Dioguinho.
Devido a um vocabulário limitado, aos poucos recursos lingüísticos de que dispõe, ele só sabe escrever se valendo de frases bem curtas, telegráficas. O seu estilo é asmático e asnático.
O livro A tapas e pontapés, do Mainardi, está repleto de coisas sórdidas, disparates, impropriedades e erros de português. Vejam como ele exibe na página 99 o seu descarado entreguismo:
"Meu maléfico plano é derrubar o presidente [Lula] e transformar o Brasil num protetorado americano. Quanto mais dependente, melhor."
Caetano Veloso não mentiu ao salientar que o Dioguinho Mainardi é de fato um entreguista, um fulano "pronto a acolher o usurpador estrangeiro".
As impropriedades se sucedem no livro A tapas e pontapés, lançado pela Editora Record. Olhem esta, da página 17:
"Passei as últimas semanas tentando vender um filme que escrevi..."
Mainardi, filmes não são escritos e sim dirigidos e produzidos. Mas é possível escrever os seus roteiros, compreendeu?
Na página 37 há uma confissão e um fedorento cacófato:
"Eu nunca gostei de estudar."
Os seus erros de português provam como você falou a verdade, Dioguinho.
E na página 176, li o seguinte absurdo:
"Quanto custa mandar matar alguém? Coloquei-me a pergunta algum tempo atrás."
O verbo colocar é também pronominal, como podemos ver nesta frase de Camilo Castelo Branco:
"Sempre o senhor me colocou numa situação bem esquisita."
Entretanto, o Dioguinho cometeu um grave erro de português ao dizer "coloquei-me a pergunta", pois aí o pronome me ficou tão impróprio, tão errado, como nas seguintes frases:
Coloquei-me a dentadura
Coloquei-me a cadeira.
Você devia ter estudado, Dioguinho. Ainda é tempo! Contrate logo um bom professor de português e pronuncie em voz alta esta frase do americano Amos Bronson Alcott (1799-1888), inserida no livro Table Talk:
"A doença do ignorante é ignorar a sua própria ignorância."
("To be ignorant of one’s ignorance is the malady of the ignorant")
O ANONIMATO, ÀS VEZES, PODE SER PREJUDICIAL

Quando transcrevo uma mensagem, tenho como hábito apor meu nome, fujo do anonimato como o diabo da cruz, pois esta prática, alem de escusa, pode causar transtorno e muitas vêzes, infâmia a um inocente! Numa destas mensagens, abaixo, há o uso da expressão "PENSEM NISSO, MAS PENSEM AGORA!", usada, quase que constantemente, por nosso amigo e Escritor da Paz, Reynnolds Augusto, Jovem de boa índole, que dispensa qualquer comentário. O anonimato na matéria, com o uso inadvertido da expressão, leva algum incauto a fazer conjeturas outras, podendo prejudicar uma pessoa que é avessa a tais práticas!
Jesus Fonseca
Mensalão das Artes
José de Abreu é ator. Apóia Lula. Os americanos decidiram boicotar Mel Gibson por seu anti-semitismo e Tom Cruise por sua cientologia. Podemos boicotar José de Abreu por seu lulismo. Ele é nosso Mel Gibson. É nosso Tom Cruise.
Liguei para a assessoria de imprensa da Eletrobrás e perguntei quanto José de Abreu ganhou pelo espetáculo. Foram precisamente 145.900 reais. É muito? É pouco? Que sei lá eu? A rigor, qualquer investimento em teatro pode ser visto como um despropósito. O fato é que, contando com uma forcinha de José Sarney, José de Abreu ganhou o patrocínio da Eletrobrás. E apóia Lula. Em setembro, ele apresentará seu espetáculo no Amazonas. Amazonenses: boicotem-no.
Wagner Tiso também apóia Lula. Fui conferir sua agenda. Vi que ele rege a Orquestra da Petrobras, toca no Domingo na Funarte, coordena as Quintas no BNDES, viaja a Paris a convite do Ministério da Cultura, é mandado a Goiás pelo Ministério do Turismo, apresenta-se no Centro Cultural Banco do Brasil, e pede tutu da Lei Rouanet para gravar um CD comemorativo de sua carreira. Gosto de me intrometer na vida dos outros. Eu teria o maior interesse em saber quanto do faturamento de Wagner Tiso foi bancado pelo Estado nos últimos anos. E se o número aumentou ou diminuiu durante o mandato de Lula. Pensei em ligar para ele e perguntar-lhe diretamente, mas fiquei envergonhado. Wagner Tiso é amigo de um amigo. Já amolei tanta gente que só me restou amolar os amigos dos amigos. Acabei telefonando para a assessoria de imprensa da Petrobras, para tentar descobrir o valor de seu contrato com a Orquestra. Ninguém quis me informar. A Petrobras é o maior patrocinador cultural do Brasil. Em 2005, investiu 235 milhões de reais em patrocínios. É o mensalão das artes.
Cada um vota como bem entende. Eu só acho que, por pudor, os lulistas deveriam fazê-lo escondido, em vez de anunciá-lo publicamente, como aconteceu na casa de Gilberto Gil, na última segunda-feira. Listei algumas personalidades do meio artístico que declararam voto em Lula e que merecem ser boicotadas. Todas elas já receberam alguma ajuda do Estado. O efeito do boicote será nulo. Mas é sempre uma farra perturbar os lulistas. Caso alguém queira acrescentar um nome, mande-o para mim. Por enquanto, minha lista é a seguinte: Paulo Betti, Arlete Salles, Bete Mendes, Jorge Mautner, Alcione, Jards Macalé, Renata Sorrah, Zeca Pagodinho, Fernanda Abreu, Luiz Carlos Barreto, Augusto Boal, Rosemary, Jorge Furtado, Marcos Winter, DJ Marlboro, Ariano Suassuna, Shel, Cara Branca, Magrelo e Moringa. Peraí. Cancele a última parte. Estou confundindo tudo. É o problema de ler tantos jornais. Os quatros últimos apóiam o PT, mas não pertencem ao meio artístico. Pertencem ao PCC.
Repassando como recebí!
PENSEM NISSO, MAIS PENSEM AGORA!
NO GOVERNO LULA
1) A menor taxa de crescimento (2,3%) da américa do sul e a segunda menor da américa (só ganha do haiti). Taxa de crescimento menor que todos os países emergentes e metade da média mundial;
2) Taxa de crescimento 47% menor que nos primeiros anos do governo FHC e igual a média dos oito anos do governo FHC (levando-se em comparação que FHC enfrentou 5 crises internacionais - México, Ásia, Rússia, 11 de setembro e Argentina);
3) O lucro dos bancos em 3 anos do governo lula (44,12 bilhões) é maior do que todo o lucro dos bancos em 8 anos do governo FHC (35,9 bilhões);
4) A dívida interna superou o valor de 1 trilhão de reais;
5) A maior taxa de juros real do planeta, por isto a festa dos bancos;
6) A carga tributária cresceu em mais 3 pontos percentuais do PIB, sufocando as empresas;
7) A explosão dos gastos públicos;
8) A safra agrícola em toneladas de grãos reduziu entre 2004 e 2005;
9) Os gastos suntuósos do palácio do planalto dispararam, dobrando em relação ao período FHC. Os cartões corporativos da presidência fazem a festa do presidente e sua entourage;
10) A febre aftosa voltou com força total ao brasil;
11) A taxa de câmbio está mais valorizada do que na época do Gustavo Franco, gerando importações de luxo e perda para o setor agropecuário;
12) O lucro das empresas estatais, tão comemorado,está indo para financiar o superávit primário;
13) O investimento em estradas caiu ao nível mínimo levando a chamada operação tapa-buracos, a maior enganação e o maior programa de contratação de empresas sem licitação desde o Collor;
14) A renda per capita cresceu meros 0,8% em 2005;
15) Os empregos criados estão longe do que foi prometido na campanha de 2002;
16) Os gastos em publicidade em dois meses de 2006 cresceram mais de 60%;
17) Os investimentos em infra-estrutura foram praticamente zero;
18) A criminalidade cresceu assustadoramente;
19) Está usando o programa Bolsa Família (Bolsa Escola do governo FHC) unicamente como campanha política; (o presidente da conferência nacional dos bispos do brasil (CNBB), Cardeal-arcebispo d. Geraldo Majella Agnelo, afirmou nesta quinta-feira que o Bolsa Família é um programa assistencialista. "Quem está com fome deve receber seu alimento, mas não ficar assim, sendo estimulado a não fazer nada, ganhando R$ 60,00, R$ 80,00 por mês. Dê trabalho para todos.";
20) Pensa que é o maior estadista do mundo e vive passeando no brinquedinho aerolulla;
21) Não sabe nada do que está acontecendo no seu governo. Nem mesmo no PT!;
22) Fecha os olhos para as invasões brutais do MST;
23) Farsa da quitação da dívida com o FMI - o Brasil eliminou empréstimos em dólares, a jurosbaratos de 6 a 7 % a.a. e trocou por outros em reais, com juros exorbitantes de 18% a.a.
24) A correção das aposentadorias será de 3%;
25) O tão festejado "Fome Zero" nunca saiu do papel;
26) Com sua mirabolante política externa, conseguiu fazer o brasil ser humilhado até pela bolívia, no caso do gás.
27) Enquanto isto: o filho do presidente, lulinha, de biólogo passou, a grande empresário ganhando 5 milhões de presente da telemar. O maior "case" de sucesso empresarial já visto no mundo
28) Os deputados mensaleiros continuam recebendo a proteção do PT: são "perdoados" no congresso e o silêncio dopresidente aumenta a impunidade.
Relação de maracutaias do governo Lula!
1. Correios
2. IRB
3. Portugal Telecom
4. Leão & Leão (República de Ribeirão)
5. Celso Daniel com morte de 7 testemunhas (até agora)
6. Interbrazil
7. Cartões de crédito corporativos da presidência
8. Farra com o Fundo Partidário
9. Daniel Dantas
10. Toninho da Barcelona
11. Toninho de Campinas
12. Duda Mendonça
13. Mensalão
14. Waldomiro Diniz
15. Fundos de pensão e o marcelo sereno
16. Gushiken
17. Gilberto Carvalho
18. Juscelino Dourado
19. José Dirceu
20. Delúbio
21. Roberto Teixeira
22. Excessos etílicos do presidente
23. Aerolula
24. Farcs
25. Baltazar (armas RJ)
26. Osasco
27. Foro de São Paulo
28. ONG Ágora
29. Miro Teixeira
30. INSS RJ
31. Palocci 1 e Palocci 2
32. Furnas
33. Paulo Okamoto e Sebrae
34. Cueca dos dólares e João Adalberto
35. Firma do lulinha
36. Citibank
37. Luís Favre, aliás Felipe Belisario, contas no caribe, esquema da martaxa, emprego no duda 3
38. Severino
39. Jeany Mary Corner
40. Casa da moeda e seu presidente
41. Ciro Gomes e seu secretário
42. Passeio da cadelinha michelle em carro oficial
43. Passeio da Benedita da Silva em Buenos Aires
44. Trevisan
45. Manuel Dutra
46. Glenio Guedes
47. Anderson Adauto
48. Paulo Pimenta e o seu dossiê fajuto
49. Pororoca
50. David Messer
51. Boa idéia: Lula
52. Passeio de boeing dos filhos do Lula
53. Marta e o esquema do lixo em São Paulo
54. Esquema do lixo em todas as demais prefeituras do PT (Ribeirão, Matão...)
55. Esquema do bingo
56. Esquema dos ônibus
57. Grana ilegal para o MST, UNE, UBES
58. FAT
59. BMG e o crédito consignado
60. Buratti
61. José Mentor e o abafa da CPI do Banestado
62. Acordo com o Maluf
63. Dinheiro do BNDES para o Globo
64. Reforma do apê do Gilberto Gil
65. Fundos exclusivos
66. Plataformas, gás natural da petrobrás
67. Jacó Bittar
68. Marcos Valério, Banco Rural, Valerioduto, embaixador em Portugal
69. Aloisio mercadante e o caixa 2
70. Olívio Dutra e o bingo/bicho no RS
71. Blindagem
72. Professor Luizinho e o cohiba nas festas do GranBbittar
73. Madeireiras do Pará, corrupção no Ibma e a senadora Ana Júlia
74. Greenhalg, caso Celso Daniel, caso Lubeca, indenizações milionárias
75. Hugo Werle e a madeira do MT
76. Roberto Marques, amigo do Zé Dirceu
77. Silvinho e o land rover
78. Genoíno
79. Najun Turner
80. Caso dos vampiros da saúde (Humberto Costa)
81. Outdoors da Ideli Salvatti em SC
82. Henrique Pizzolato
83. Luiz Gonzaga da Silva (gegê), acusado de homicídio
84. Ivan Guimarães e o Banco Popular
85. Estrela vermelha nos jardins do alvorada
86. Morte por fome dos indiozinhos de Dourados (MS)
87. Festa com dinheiro público para comemorar a expulsão da Heloisa Helena
88. Compra do apê da ex-esposa do Dirceu
89. Intervenção ilegal na saúde do RJ
90. Os R$300.000,00 dos advogados do Delúbio e os honorários do Aristides Junqueira
91. Medalha Rio Branco para o Severino (essa dói no coração!)
92. Suspensão dos benefícios dos velhinhos acima de 80 anos pelo Berzoini
93. Dinheiro para a transoceânica no Peru e corte de verbas do rodoanel de SP
94. Superfaturamento de contratos de patrocínio do esporte pelo Banco do Brasil
95. Caixa 2 de Tocantins e Márcia Barbosa
96. Uso indevido da CID dos combustíveis
97. Compra de votos no 1º turno da eleição para presidente do PT
98. Propina de Taiwan para a campanha do Lula
99. Compra do PL e José Alencar por 10 milhões no quarto ao lado de Lula.
100. Jóias presenteadas da dona Marisa Letícia
Só isso!!
LULA E A DERROTA DA CASA GRANDE
Por: LEONARDO BOFF,
Teólogo e Escritor
"Casa-Grande & Senzala" (1933), de Gilberto Freyre, representa mais que um dos textos fundadores da moderna interpretação do Brasil. Os dois termos dão corpo a um paradigma e a uma forma de habitar o mundo. Habitar na forma da Casa-Grande significa estabelecer uma relação patriarcal de dominação social, de criação de privilégios e hierarquias. Habitar na forma da Senzala é ser expoliado como ser humano, seja na forma do escravo negro, feito "peça" a ser vendida e comprada no mercado, seja do trabalhador, usado como "carvão a ser consumido" (Darcy Ribeiro) na máquina produtiva.
Estas duas figuras sociais superadas historicamente, ainda perduram introjetadas nas mentes e nos hábitos, especialmente de nossas oligarquias e elites dominantes. Elas ainda se consideram as donas do Brasil com exigua sensibilidade pelo drama dos pobres. A Casa-Grande se transformou em poderosa realidade virtual que se manifesta na forma como age o grande capital nacional, como se fazem alianças entre donos da imprensa empresarial, como se manejam os fatos e se cria o imaginário pela televisão para que a Senzala continue Senzala, seu lugar na sub-História.
Ocorre que os da Senzala sempre resistiram, se revoltaram, criaram seus milhares de quilombos, se fundiram com os demais pobres e marginalizados e conseguiram, especialmente a partir de 1950, se organizar num sem-número de movimentos sociais populares. Conquistaram aliados de outras classes, intelectuais e setores importantes das Igrejas.
Criaram o poder social popular que, num dado momento, se afunilou em poder político e com outras forças deram origem ao Partido dos Trabalhadores (PT). De dentro desse povo irrompeu Lula como legítimo representante destes destituídos da Casa Grande, com carisma e rara inteligência. Dou meu testemunho pessoal: corri quase todo o planeta, encontrei-me com nomes notáveis da política, das ciências, do pensamento e das artes. Dentre os mais inteligentes que encontrei, está Luiz Inácio Lula da Silva, agora nosso presidente.
Somente ignorantes podem chamá-lo de ignorante. Sua inteligência pertence ao seu carisma: desperta, arguta, indo logo ao coração dos problemas e sabendo formulá-los do seu jeito próprio, sem passar pelo jargão científico. Sua vitória é de magnitude histórica, pois por duas vezes a Senzala venceu a Casa Grande.
Os continuadores da Casa Grande fizeram tudo e tentarão ainda tudo para atravancar essa vitória. Como não têm tradição democrática e parco senso ético, costumam usar todas as armas, armar "maracutaias", como fizeram em eleições anteriores. Apenas esperamos que não utilizem o expediente do assassinato.
O desafio agora é consolidar a vitória da Senzala e dar sustentabilidade a um projeto que supere historicamente esta divisão perversa da Casa-Grande & Senzala para se inaugurar um novo tempo de uma "democracia sem fim" (Boaventura de Sousa Santos), de cunho popular e participativo.
Esse projeto só ganhará curso se Lula realimentar continuamente suas raízes numa artiulação orgânica com as bases de onde veio. São elas as portadores do sonho de um outro Brasil e infundirão força ao Presidente. As feridas que a Casa Grande abriu no tecido social e ecológico de nosso pais são sanáveis. Uma política que tem o povo como centro fará bem até a estas elites. Agora não tem lugar a revanche, mas a magnanimidade, o pais unido ao redor de um projeto includente.
Transcrito por: Jesus Fonseca
terça-feira, outubro 24, 2006
O Poder do Dinheiro
No passado, havia o comércio de seres humanos para atender as necessidades de mão-de-obra. Hoje o comércio é outro. Apesar de todo o progresso conseguido no decorrer desses anos, os "negócios"com seres humanos continuam existindo, como alternativa na obtenção de lucros e de poder a qualquer custo. Mas o problema não é somente daquele que compra o "bem". O problema é também daquele que se vende, pois o homem vendável, não passa de um prostito. Há uma relação, uma comunhão de interesses.
Mulheres vendem-se para adquirir fama e prestígio. Homens vendem-se para obter recursos financeiros e galgar o poder de forma imoral. Compram-se mulheres por alguns momentos de prazer. Compram-se homens para alcançar status e poder. Nada é impossível. Homens, mulheres e crianças tornam-se objetos. E você? Quanto custa você? Quanto custa sua companheira, seu pai, seu irmão? Quanto custa seu filho? Se sua resposta é "não tem preço", ótimo! Você, assim como eu e muitos outros, está preocupado com o futuro de nossa sociedade. Futuro que depende somente de nós e dos exemplos que estamos dispostos a oferecer.
Se um político se vende a outro político que até bem pouco tempo aparentavam-se adversários e nessa sua venda ele inclui o voto do correligionário, você que votou com ele até então, tem obrigação de não vota em quem ele manda porque do contrário você está se pondo na condição de animal e ele está na condição de fazendeiro que vende seu gado a quem ele bem entende.Lembre-se da colocação de Geraldo Vandré: .”...Porque gado agente mata, tange, fere, engorda e mata...mas, com gente é diferente.”
Precisamos deixar nossos casulos e abandonar o "não tem jeito". Tem jeito, sim! Mas como? Como agir sem prestígio, sem poder ou dinheiro neste mundo materialista? Primeiramente, não se vendendo ou se deixando vender. Depois, não se omitindo diante dos fatos.Um exemplo é a vinculação das propagandas eleitorais pagas, que têm invadido nossas casas. Sem prévio aviso, maus exemplos de homens, sem escrúpulos, são colocados diante de nossos olhos e de nossos filhos, ensinando e provando a existência da impunidade, da injustiça e da imoralidade existentes nos pleitos eleitorais.
Nossos filhos vão aprendendo que a corrupção vale a pena. Pois, político fulano de tal que ele tinha como honesto e fiel, de repente se juntou ao seu maior adversário, se vendeu para se locupletar e esqueceu que os nossos filhos são seres humanos e como tal acreditava naquele líder e agora, em quem acreditar?
Nossos filhos vão recebendo a lição do "ser desonesto vale a pena. Nossos filhos verificam que o detentor daquele mandato também se vendeu, se corrompeu, visando apenas o lucro da venda do seu espaço. Só isso importa.
Alguns homens da política "fabricaram" a falta de caráter que ora estamos vivenciando. Alguns homens da política estão destruindo a confiança que seres humanos lhes tinham e construindo uma imagem sem valor e sem vergonha na cara imagens frias e sem sentimentos. Mas é importante lembrar e esclarecer que homens corruptos, fatos violentos e calamidades são exceções. Todos os dias, desde o amanhecer e, a começar pelo próprio amanhecer, milhões de pessoas vivem honestamente. Muitos "milagres" da vida acontecem, mas não sabemos, porque não nos informaram porque não dá ibope.Existem homens e "homens".
Um homem de bem que possua um valor moral, não comercializará o seu voto. Ele consegue visualizar as conseqüências do ato. Entende que será vítima de si mesmo. É responsável. É inteligente e sensato. Sabendo-se parte da sociedade, entende que toda ação gera uma reação.
E por gerar esta reação, é que temos obrigação de não seguir os vendáveis e até mostrar as outras pessoas de bem que reajam contra esses que se vendem.
O homem de bem não se vende. Suas projeções de lucro são planejadas em investimentos no ser humano, na educação ética e moral e principalmente nos próprios exemplos. Esses são investimentos seguros e sem riscos e totalmente isentos de impostos!Resta-nos então um apelo aos senhores da politica, para que apliquem seus recursos em "produtos" de qualidade, destacando diariamente os bons exemplos, as boas coisas e bons homens. Futuro garantido.A propósito... Tem preço?
ILUMINE-SE, ALCKMIN!

Numa cidadezinha qualquer em algum lugar deste País, ninguém possuia bicicleta! O prefeito, então, instalou uma fábrica para atender à população. Continuou na mesma! Ninguem, podia comprar o veículo!
Assim, fez Fernando Henrique! Como no campo não havia energia, o governo a fez chegar ao limite das propriedades, dando nome a esta "joia" - LUZ NO CAMPO! Nada feito! Ninguem tinha dinheiro para instalar! Gostaram da estorinha? Então, vejam o que é LUZ NO CAMPO e LUZ PARA TODOS! É só comparar!
Jesus Fonseca
Luz no Campo não se compara a Luz para Todos
O candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin, atribuiu ao seu partido a autoria do programa Luz para Todos. A manobra consistiu em afirmar, durante debate realizado ontem, no SBT, que o atual governo apenas teria substituído o "Luz no Campo", criado durante o governo FHC, pelo Luz para Todos, numa simples troca de nomenclatura.
A afirmação de Alckmin expressa má-fé ou, no mínimo, desinformação. O programa "Luz no Campo", como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o debate, era um programa de alcance restrito, sem prioridade definida e baseado em uma lógica mercantilista. Ao contrário, o programa desenvolvido pela gestão Lula multiplicou os investimentos, ampliou o número de beneficiados, democratizou o acesso e antecipou a meta de universalização.
No programa "Luz no Campo", o consumidor entrava com a maior parte dos custos e o governo federal, através da Eletrobrás, financiava o restante para execução de obras definidas pela concessionária.
No programa Luz Para Todos, o consumidor não paga nada pela instalação da rede e ainda recebe um "kit interno instalado" composto por três pontos de luz e duas tomadas, tudo gratuitamente. Os fatos falam por si:
1) CUSTO - No Luz para Todos, a instalação elétrica é totalmente gratuita, incluindo o padrão de entrada e o kit de instalação interna. O consumidor paga apenas a "conta de luz", como todo cidadão brasileiro. Já no "Luz no Campo", os consumidores participavam financeiramente com 75% a 100% dos custos da instalação elétrica — alguns pagam até hoje. A instalação elétrica chegava apenas no limite da propriedade. O consumidor arcava com o padrão de entrada e a instalação interna.
2) UNIVERSALIZAÇÃO - O Luz para Todos antecipou do ano de 2015 para o ano de 2008 a meta de universalização. O programa visa atender prioritariamente os municípios com menores índices de atendimento em energia elétrica e desenvolvimento humano. Já no programa tucano, a lógica da universalização era no sentido crescente das redes de energia elétrica — ou seja: a lógica do mercado e dos negócios das concessionárias.
3) PRIORIDADE - A ordem de implantação do "Luz no Campo" obedecia a viabilidade econômica, pela proximidade da rede. Já o Luz para Todos dá prioridade aos cidadãos de mais baixa renda, moradores das regiões mais distantes ou de mais difícil acesso e comunidades constituídas pelas populações socialmente excluídas (quilombolas, indígenas, assentamentos etc).
4) INVESTIMENTOS - O programa de FHC investiu, no total, R$ 1,7 bilhão, enquanto o governo Lula tem como previsão investir no Luz para Todos um total de R$ 12,7 bilhões — 647% a mais que o governo anterior. Dos 12,7 bilhões, 9,1 bilhões são recursos do governo federal. Até o momento foram contratados R$ 6,4 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões do governo federal.
5) LIGAÇÕES - O "Luz no Campo" atendeu 3 milhões de pessoas em quatro anos, com 514 mil ligações até 2002. No Luz para Todos, em pouco mais de dois anos de execução das obras, foram atendidas 4,3 milhões de pessoas, com 864 mil ligações. Até o final deste ano, serão feitas 1 milhão de ligações. Através do programa Luz para Todos, o governo também tem promovido o desenvolvimento econômico e social e a geração de emprego e renda com impactos importantes como a redução do êxodo rural e até mesmo o retorno de populações que já haviam migrado para os centros urbanos, auxiliando a fixação do homem no campo.
CAI A MÁSCARA DA GLOBO
24 DE OUTUBRO DE 2006 -
Golpismo da TV Globo é desmascarado!
por: Altamiro Borges
O veterano jornalista Raimundo Rodrigues Pereira deveria receber um prêmio das entidades democráticas e populares pelas reportagens publicadas nas duas últimas edições da revista Carta Capital - pena que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob o comando de Roberto Busato, abandonou temporariamente esta trincheira.
Nos textos, escritos em conjunto com Antonio Carlos Queiroz, o incansável repórter, que leva a sério a profissão e a ética, desvenda "a trama que levou ao segundo turno" da eleição presidencial. Numa investigação séria e meticulosa, ele desmascara o papel da poderosa TV Globo, que com sua tática do "bate e assopra", sempre em busca de benesses, vinha iludindo muita gente nos últimos tempos.Na primeira reportagem, publicada na semana passada, Raimundo Pereira descreve a operação montada pelo delegado da Polícia Federal, Edmilson Bruno, e a equipe da Rede Globo para fabricar um factóide político na véspera do primeiro turno. Após vazar ilegalmente fotos do dinheiro apreendido na tentativa desastrada de compra do dossiê da máfia das sanguessugas, o policial ordenou que sua difusão fosse feita no Jornal Nacional daquela noite, 29 de setembro.
Essa conversa tenebrosa chegou a ser gravada, mas a TV Globo preferiu ocultá-la e atender as instruções do delegado, assim como evitou noticiar a queda do avião da Gol, ocorrida na mesma tarde, para não ofuscar a criminosa operação contra o candidato Lula.
Ratzinger, o conservador da Globo
Já no segundo artigo, nesta semana, os dois jornalistas escrevem mais um capítulo do "dossiê da mídia", no qual reafirmam, com novos dados, a reportagem anterior e ainda polemizam com o diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Batizado nos dois textos de cardeal Ratzinger da emissora, "numa alusão ao papel ultraconservador do atual papa, Bento 16, durante o pontificado de João Paulo II", Ali Kamel até publicou matéria paga em vários veículos, inclusive na Carta Capital, para se contrapor as denúncias de Raimundo Pereira. Mas não convenceu. "Ele foi escorregadio", desdenhou Mino Carta, para quem o diretor da Rede Globo não respondeu minimamente as perguntas feitas pela revista.
"É invenção nossa que 70% das ambulâncias da Planan foram liberadas durante o governo FHC e que a Globo cuidou de não mencionar o fato?
E é invenção nossa que até hoje o Jornal Nacional não destacou um repórter para investigar as relações de Barjas Negri [ex-ministro da Saúde de FHC] com Abel Pereira [lobista vinculado ao PSDB]?
E é que pelo menos uma reportagem foi produzida sobre Abel Pereira, e editada, e até hoje não foi ao ar?", ironiza Mino Carta.
O Ratzinger da TV Globo, famoso por suas idéias conservadoras, por seus métodos truculentos e por ter escrito um livro negando a existência de racismo no Brasil, agora ficará conhecido por ter dado um golpe midiático que garantiu o segundo turno das eleições. Cadê a ética jornalística? Para Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, foi esta sorrateira manipulação da mídia, na antevéspera do pleito, que desnorteou todas as sondagens eleitorais, que davam vitória para o presidente Lula, e que evitou a sua reeleição já no primeiro turno. "Os eleitores brasileiros foram votar no dia 1º sob um bombardeio que nunca tínhamos visto nem mesmo em 1989... Em nossa experiência eleitoral, não tínhamos visto nada parecido em matéria de interferência [da mídia]", garante Coimbra.
Diante deste vergonhoso golpe midiático, que entrará para a triste história da imprensa nacional, poucos jornalistas levantaram as suas vozes. A maioria dos colunistas da televisão, rádio, jornais e revistas, que vive esbravejando em "defesa da ética", nada falou. Entre as raras e meritórias exceções vale registrar a revolta de Luis Nassif, que escreveu em seu blog o texto intitulado "Réquiem do jornalismo", ou a justa indignação de Paulo Henrique Amorim, que publicou em seu site Conversa Afiada um incisivo artigo condenando "o golpe do Estado que levou a eleição para o segundo turno". Outras figuras conhecidas da imprensa brasileira preferiram o silêncio dos cúmplices! Confessaram a sua preferência tucana!
A podre história da Globo
Baixada a poeira, a tendência é que o presidente Lula seja reeleito no próximo domingo. As sondagens revelam até que Geraldo Alckmin poderá ter menos votos do que no primeiro turno, o que só confirma o poder corrosivo da mídia, com seus factóides, na votação anterior. Neste caso, como diz o ditado, "há males que vêem para o bem". O lamentável episódio da manipulação da TV Globo poderá servir para despertar os iludidos sobre a imperiosa e urgente democratização dos meios de comunicação. A mídia hegemônica virou um partido da direita e precisa ser confrontada. Do contrário, ela colocará sempre em risco a democracia e a própria Constituição e maculará a já tão susceptível ética jornalística. Além disso, o episódio serviu para refrescar a memória sobre a postura conservadora e golpista da Rede Globo. Como na parábola do escorpião, ela não consegue negar os seus instintos de classe por mais que se curvem às suas ambições.
No Livro "Mídia, crise política e poder no Brasil", Venício de Lima dedica dois excelentes capítulos para falar das "intimidades com o poder da TV Globo".
Lembra do seu papel ativo na preparação do golpe militar de 1964,
de seus sólidos e lucrativos vínculos com a ditadura,
da fraude nas eleições de 1982 contra Leonel Brizola,
da criminosa omissão na campanha das Diretas-Já em 1984,
da ingerência na nomeação do ministro da Fazenda do governo José Sarney e
de vários outros episódios lamentáveis de interferência desta poderosa empresa nos rumos políticos do Brasil.
Transcrito por: Jesus Fonseca
Reportagens - Maria Dolores (Espírito)
(Postado por Reynollds para amenizar o coração duro da inconciência)
Reportagens! ...Tantas a vejo,
Entre pessoas e fatos,
Revelando altos contatos
No campo da informação!...
São estudos de armamentos,
Entrevistas de homens cultos,
Assuntos de ocasião...
Lendo as letras das cidades,
Busquei as periferias,
Tentando outras companhias
Que desejava escutar;
Pareceu-me estar num mundo,
Desvairado e deferente,
Onde existe tanta gente
Entre a revolta e o pesar.
Vi pobre mãe a estender-me,
No auge do desconforto,
Triste semi-morto
E uma criança a gemer.
-Minha mãe –ela me disse –
Que dizer do que me ocorre,
Grito e ninguém me socorre,
Vendo o meu filho morrer...
Numa choupana de lata,
Falou cansado ancião:
- Explicar-me? Por que não?
Note a mágoa que senti...
Sou cego,mas tive casa,
Com mesa rica e seleta
Dei o que tinha a uma neta
E a neta largou-me aqui...
Foi num telheiro afastado
Que encontrei mais adiante
A irmão quase agonizante
Com febre alta a pedir:
- Minha irmão, rogue , em meu nome,
Á pessoa de pão com leite
Um pires de pão com leite
Para que eu possa dormir...
Mas além, outra mulher,
Transportava, a curtos passos
Um filho morto nos braços
Para dá-lo a um rabecão:
Ela chama:- “Oh meu Deus” ,
Se entreguei meu filho á morte,
Quem será meu braço forte,
Hás horas de privação?!
ENTREVISTAS, REPORTAGENS?...
EM SERVIÇO, TRAGO ESTA...
NÃO TEM O GOSTO DA FESTA;
TRADUZ APENAS CONVITE
AO TRABALHO , EM QUALQUER HORA,
PARA DARMOS A QUEM CHORA
UMA CENTELHA DE AMOR.
Repassando!
Texto de Arnaldo Jabor (magnífico!!!!)
Me revolto ao ver que pessoas esclarecidas tem a ousadia de apoiar a pessoa mais retardada deste país: LULA.
Só uma pessoa que padece de problemas mentais para nunca ter ciência do que se passe ao seu redor....ou seja, vive aérea.
E tem mais, voto sim no Alckmin, que seja ele ladrão. Voto pq não recebo cesta básica, não tenho bolsa família, bolsa escola, auxílio gás, não participo do fome zero, pelo contrário, faço parte da classe que fica FORNECENDO dinheiro pra esse ser maldito que teve a infelicidade de nascer neste país, ficar bancando parte da população que está super satisfeita com os auxílios governamentais e se contenta ter grana no final de semana pra beber cerveja e ver os jogos do Flamengo.
Pobre de mim, alma atormentada que luta pra ter algo e é massacrada pela ignorância da massa brasileira.
Pobre de mim que tenho que engolir o maldito barbudo, pq no Nordeste e Norte do país, não há desenvolvimento cultural e informações suficientes para esclarecer a real conjuntura vivida.
Pobre de mim que tenho vergonha de morar em um país que elege Paulo Maluf e os ladrões do mensalão e, completam o circo com Clodovil!!!
É vergonhoso ser eleitor neste país!
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
(ARNALDO JABOR)
segunda-feira, outubro 23, 2006
KAMEL, O TODO PODEROSO DA GLOBO
Este moço que aparece à esquerda de Bento XVI é Ali Kamel, Chefe de Jornalismo da Central Globo de Jornalismo. Ele quer ser o Cardeal Ratzinger (atual Papa Bento XVI), Guardião da Doutrina da Fé, apenas que, a missão do Cardeal era sublime, investigar se o candidato que postulava ao mais alto posto do Catolicismo, a Santidade, merecia tal posto.
Ao contrário, Kamel, segundo certos setores da Imprensa, na vontade mórbida de subir, subir e subir em seu ofício, destila ódio, rancor, sempre, no intuito de agradar seus superiores!
em tempo:-Durante a leitura, encontrar-se-á a palavra SWAHILI, trata-se de um Idioma Bantu falado em muitos paises africanos, como Tanzânia, Quénia, Uganda, etc
Jesus Fonseca
KAMEL NÃO É EVANDRO
Paulo Henrique Amorim
O que o Jornal Nacional fez na edição na véspera do 1º. Turno – quando ignorou a queda do avião da Gol e se concentrou em dar noticias contra o Presidente Lula – foi mais do que o tradicional “padrão Globo” de qualidade: um jornalismo parcial, militante, anti-trabalhista.
O que vem de longe.
A/O Globo ajudou a derrubar Vargas.
Tentou derrubar JK (mini-série, como se sabe, não é documento histórico).
Ajudou a derrubar Jango.
Foi o porta-voz dos “anos militares” (*).
Lutou contra Brizola.
Sempre foi contra Lula.
Quando Roberto Marinho mandava, era proibido ter “sobe som” do Lula, durante as campanhas presidenciais. Se Lula falasse swahili, o publico não saberia. Fora das campanhas, Lula só aparecia em situações que o prejudicassem.
A edição do Jornal Nacional da véspera da eleição foi uma intervenção no processo político muito mais profunda do que a edição do Jornal Nacional na véspera do segundo turno, que elegeu Collor.
A mídia – com a Globo à frente – levou a eleição para o segundo turno, é o que demonstra, com números, Marcos Coimbra, do Vox Populi, na edição da Carta Capital que está nas bancas e
na entrevista que me concedeu, aqui, no IG.
O que o Jornal Nacional fez na véspera do primeiro turno é outra coisa: é da categoria do “ódio”, da “vingança”. É mais do que jornalismo militante, parcial. E isso é obra de Ali Kamel, Diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo (sic).
O cargo de manda-chuva no jornalismo da Globo é provavelmente mais importante, no Brasil de nossos dias, do que o de Ministro da Justiça. O Brasil já teve ministros da Justiça que eram coordenadores políticos de relevo. Tancredo Neves, de Vargas. Petrônio Portella, de Figueiredo. Fernando Lyra, de Tancredo.
O "Ministro da Justiça de hoje" faz política de forma ocasional. Por exemplo, quando foi jantar na casa do Senador Heráclito Fortes, em Brasilia, com o empresário Daniel Dantas, depois de a revista Veja publicar que o Presidente da Republica e o chefe da Policia Federal tinham contas secretas no exterior, de acordo com informação, segundo a Veja, de Daniel Dantas.
O manda-chuva do jornalismo da Globo é tão poderoso que pode mandar uma eleição para o segundo turno. Tanto que na Globo, segundo a revista Carta Capital, chamam Kamel de Ratzinger, o guardião da doutrina da fé.
Nem sempre foi assim. Evandro Carlos de Andrade também foi o guardião da doutrina da fé do jornal Globo e da tevê Globo. Mas tinha uma diferença. Evandro não deixava impressões digitais.
Ele dirigiu o Globo durante um largo período dos “anos militares” (*). E não deixou impressões digitais. (A não ser o próprio jornal que fez).
Na Globo, a mesma coisa. Evandro trabalhava como o Barão Scarpia. Um pelotão de fuzilamento acabava com Cavaradossi, mas Scarpia não precisava subir ao terraço do Castel Sant’Angelo. Até porque Floria Tosca já o tinha esfaqueado.
Kamel deixa impressões digitais. Numa polêmica publica a respeito da participação da Globo na fraude da Proconsult, que tentou impedir a eleição de Brizola no Rio, em 1982 – polêmica que está na origem de meu livro ("Plim-plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", que escrevi na companhia da jornalista Maria Helena Passos) -, pude dizer a Kamel:
Não seja tão subserviente. O patrão não te pede tanto.
Nesse episodio do Jornal Nacional na véspera da eleição, Kamel foi, provavelmente, sobre-subserviente. Foi para o campo do “ódio” e da “vingança”, quando um verdadeiro guardião da doutrina da fé, como Evandro, se teria comportado dentro dos limites tradicionais da Globo: parcialidade e anti-trabalhismo.
Kamel foi longe demais. Vamos imaginar a hipótese de o presidente Lula se reeleger.
Assim como há a Lei da Gravidade, a Lei Geral de Telecomunicações vai ter que mudar. Isso afeta a Globo.
Não faz sentido você chegar lá, pagar R$ 250 mil, comprar uma licença, e colocar no satélite a emissora de tevê que você bem entender. Isso é possível nos Estados Unidos, na Inglaterra, no Japão? Aqui, é assim que funciona. E isso vai ter que mudar. E isso afeta a Globo. E a polêmica sobre se as operadores de telefonia podem ou não produzir conteúdo? Isso afeta a Globo.
Assim como muitas outras questões geradas pela convergência, e que terão que ser institucionalizadas nos próximas quatro anos – com Lula ou Alckmin.
Interessa à Globo construir a imagem de “ódio” e “vingança”, que transparece das capas da revista Veja? Muitos já disseram que o “ódio” da Veja é uma forma de “vingança” contra uma decisão do Presidente Lula sobre livros didáticos, que, este ano, deu um prejuízo à Editora Abril de R$ 40 milhões. Porque o Ministério da Educação resolveu mudar uma pratica que beneficiava a Abril. E decidiu beneficiar editoras menores.
Até a edição do Jornal Nacional da véspera do primeiro turno sempre se imaginou que a Globo preferisse um guardião da fé como o Evandro.
Evandro, antes de ir para a Globo, foi um dos melhores jornalistas políticos do país.
Morto Evandro, a Globo substituiu-o por Kamel, cujo obra jornalística está por construir-se – e não no passado.
Ate aqui, a Globo preferia um guardião da doutrina que não quisesse ser mais do que isso: um guardião da doutrina da família Marinho.
Kamel quis ser papa! Ratsinger conseguiu!
DOSSIÊ CONTRA MERCADANTE!
23/10/2006 12:55h
VEDOIN TENTOU VENDER DOSSIÊ CONTRA MERCADANTE
Do BLOG - Coversa Afiada de Paulo Henrique Amorim
Em depoimento à Polícia Federal em Cuiabá nesta segunda-feira, o empresário Abel Pereira disse que Darci Vedoin e seu filho, Luiz Antonio Vedoin, tentaram lhe vender um dossiê contra o senador Aloizio Mercardante, candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo. Os Vedoin são apontados como chefes da máfia dos sanguessugas.
Abel Pereira é um empresário do ramo da construção civil de Piracicaba, onde o prefeito é o ex-ministro Barjas Negri, sucessor de José Serra no ministério da Saúde durante o governo FHC. Pereira é apontado pelos Vedoin como o operador da chamada "máfia dos sanguessugas" no governo FHC.
No depoimento desta segunda-feira, Abel afirmou ainda que teve três encontros com os Vedoin. Segundo o empresário, o primeiro contato com a família Vedoin foi quando comprou uma casa em Jaciara (Mato Grosso).
Transcrito por: Jesus Fonseca
Questão 361 e 361 (a)
domingo, outubro 22, 2006
PARAIBA-INICIATIVA DOS AGRICULTORES
Domingo, 22 de outubro de 2006.
Agricultores preparam debate entre candidatos
Agricultores de todo o Estado estão se mobilizando para o debate que será realizado na próxima quarta-feira, pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag), com os candidatos ao cargo de governador da Paraíba José Maranhão (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB).
A estimativa é de que cerca de 600 lideranças sindicais estejam presentes no encontro.
Eles serão interrogados em horários diferentes. O primeiro a ser ouvido é o governador Cássio Cunha Lima, que será sabatinado pelos agricultores sobre suas propostas em favor da categoria. O debate será das 9h30 às 11h.
José Maranhão será interpelado das 11h30 às 13h. Cada candidato terá uma hora e meia para o debate. Na primeira hora, eles falarão sobre os programas de governo e suas propostas para a agricultura. No restante do tempo, os concorrentes responderão os questionamentos levantados pelas lideranças.
A ordem dos candidatos foi estabelecida através de um sorteio realizado com a presença dos trinta e cinco diretores da Federação.
Transcrito por: Jesus Fonseca
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